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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Encontro Porto/Gaia/Afurada


Encontro Porto/V.N.Gaia/Afurada 
(2, 3 e 4 de novembro 2012)

Sexta feira, 2 novembro.

À medida que o cinzento da tarde de sexta foi dando lugar ao negro da noite ameaçadora de chuva intensa anunciada pelos avisos meteorológicos de “alerta amarelo”, os intrépidos autocaravanistas foram chegando para mais um encontro promovido pelo www.autocaravanismovirtual.com, que tinha como objectivos a visita ao Porto, Vila Nova de Gaia e Afurada num ambiente de franco convívio, em perspetiva.
Uma após outra, até às duas horas da madrugada, as sete autocaravanas inscritas foram compondo o parque de estacionamento da marina da Afurada para aí passarem a noite.

Sábado, 3 de novembro.
No início da manhã, todos (sem excepção), munidos de impermeáveis e guarda chuvas, sem medos nem receios, abalaram em direcção a Gaia.




Pelo caminho, as nossas conversas de ocasião e a admiração pela paisagem ribeirinha foram demovendo a forte chuva que caía até que, à chegada a Gaia, esta se convenceu que nada nos demoveria das intenções em prosseguir com a visita, que acabou por se render e parou.


Rapidamente nos deixámos convencer por um dos muitos angariadores de “mini-cruzeiros” que pululam a margem e lá fomos navegar entre as seis pontes e a barra do Douro.


 Como estava associada à viagem de barco uma visita às caves Croft, demos “corda às solas” e embrenhámo-nos pela zona histórica da cidade, em direcção ao local onde o Vinho Fino do Douro se transforma no néctar divinal, conhecido mundialmente como Vinho do Porto.




No seu interior, fomos brindados com uma rápida visita que terminou com uma agradável prova que, diga-se de passagem, “soube a muito pouco”.


Estando a manhã a “dar os finados”, furámos pelas ruelas e acabámos a almoçar tripas, uns, francesinhas, outros e filetes os que nem quiseram uma coisa, nem outra.

Refeitos e com os estômagos forrados, seguimos para a outra margem., tendo para lá chegar que atravessar a imponente ponte D. Luís I que se mantém erguida desde 1888 e com aspecto de querer “viver” outros tantos.
  
  
Já no lado do Porto, quisemos ser radicais e subimos a calçada do Codeçal que nos levou à majestosa Sé, cuja construção foi iniciada em meados do séc. XII.




Descendo, encontrámos um belo exemplar de estilo Maneirista, na forma da igreja do Grilo, datada de 1577.


 Continuámos a descer pela estreita e “mui” célebre rua da Bainharia, também denominada de rua Escura em direcção à igreja de S. Francisco de Assis, construída para apoiar as necessidades espirituais dos frades do convento da ordem Franciscana, cujas instalações se encontram anexas.

Aí chegados, desembolsámos a quantia de 3,5 euros para nos ser permitida a visita às catacumbas e à igreja.




A tarde começava a despedir-se quando voltámos a atravessar a ponte D. Luís I, em direcção às autocaravanas onde chegámos, já cobertos pelo manto escuro da noite.

A demora foi curta, apenas para o Vítor dar papa ao “Tico”, a “Fera de Grijó” e forrarmos o lombo para enfrentar a friagem da noite. Logo, logo abalámos para o cais onde o “Flor do Gás” esperava para nos levar novamente, pela módica quantia de 1 euro, para a outra margem, do lado do Porto onde o restaurante da Tia Anita nos aguardava.

O regresso fez-se do mesmo modo e meio, no mesmo barco, quando os relógios bateram as 21h30m.

Entre conversas petiscadas no interior das autocaravanas, uns, e no exterior, outros, a noite foi decorrendo calmamente, entrecortada, por alguns momentos, com tímidos e fugazes aguaceiros até que nos decidimos recolher.

Domingo, 4 de Novembro.

Acordámos, uns mais tarde que outros, debaixo de um céu coberto de nuvens cinzentas, mas não tanto como no dia anterior.


Aproveitámos para visitar o estuário do Douro, onde pudemos apreciar as explicações do Paulo Faria, o ornitólogo de serviço daquela área protegida.




O almoço foi feito nas autocaravanas e complementado com um breve passeio pela marina e pelas ruas da Afurada a que se seguiram as despedidas e os regressos às casas de cada um.


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