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sábado, 26 de fevereiro de 2011

A compra da Duquesa: O Processo…

Em 2009, a família decidiu que estavam criadas as condições para tornar real um sonho de muitos anos: a compra de uma autocaravana.
A habitação tinha condições para a guardar e começaram a ser feitos planos para a compra, onde foram tidos em consideração aspectos como o valor a despender, a regularidade de utilização, as dimensões, a lotação, n.º de camas e equipamentos adicionais de autonomia.
A realidade profissional de cada um de nós levou-nos a perspectivar que a sua utilização seria nas férias e numas escapadelas de fim-de-semana e, por isso, decidimos que não seria muito sensato fazer um grande investimento financeiro e optámos por procurar uma AC mais antiga, mais barata e com o factor de desvalorização menor.
Apesar de só sermos três utilizadores, a escolha recaiu numa AC que deveria ter 2 camas duplas e 1 individual. Apesar de o, modelo Capuccino, ser menos aerodinâmico, foi considerado o ideal
por permitir manter a mesa sempre montada, mesmo nas alturas em que a filhota nos acompanhe.

Conscientes da necessidade de autonomia energética deliberámos, ainda, que deveríamos procurar uma equipada com painel solar.
Na etapa seguinte, partimos para uma prospeção de mercado, junto dos stands de venda de usados e nos sites do mercado alemão, como o www.mobile.de.
Foi uma fase demorada, mas que nos permitiu ficar com um conhecimento melhor do que o mercado nacional e estrangeiro tinha para oferecer e, cedo constatámos que para veículos matriculados até Dezembro de 2007, era muito mais vantajoso comprar no mercado alemão, uma vez que os veículos nestas condições gozavam (e gozam) de um abatimento considerável no imposto.
Contámos, então com a preciosa colaboração de um familiar que se encontra a viver na Alemanha, a quem pedimos que verificasse as condições de algumas AC que se encontravam à venda na sua área de residência, à medida que íamos fazendo pesquisa na internet.
Ao fim de algumas sugestões, recebemos a confirmação de que uma delas reunia as condições desejadas e foi dada luz verde para que o dinheiro fosse transferido para o nosso familiar e agendada a data da compra que deveria coincidir com o levantamento do veículo.
Uma vez que, para um veículo daquelas dimensões ficava muito dispendioso vir num camião de transporte de viaturas (2000€ + IVA), partiu-se para a solução de a trazer a rolar.
Dado que havia disponibilidade pessoal para realizar a viagem à Alemanha e um amigo se ofereceu para o fazer, foi decidido reservar bilhete de avião numa agência LowCost (cerca de 40€) e foi redigida numa simples folha A4 a autorização para que ele fizesse a compra em meu nome.
No dia da viagem, lá partiu munido da procuração, do meu bilhete de identidade e dos elementos necessários para o registo (morada e número de contribuinte do comprador). Do aeroporto tomou o comboio para a morada do meu familiar e foram, os dois, fazer o negócio que se revestiu
de uma simplicidade capaz de fazer corar os serviços de registo portugueses e que passou pela redação da declaração de venda, necessária para a legalização em Portugal e pela deslocação à Câmara Municipal para formalização da venda, aquisição de Chapas de Matrícula de Exportação temporárias e Seguro.
Nem mais…

Regressados à AC, foram colocadas as matrículas, feitas as despedidas e partida rumo a Braga.
Ao fim de 4 dias de viagem e rolados 2200Kms, sem problemas, a Duquesa chegou ao destino e, um mês depois, recebeu finalmente as matrículas portuguesas, o livrete e registo de propriedade.
Por fim, ali estava a nossa “Duquesa”, uma Fiat Ducato Dethleffs Capuccino de 1992, 2500cm3, 6 lugares de livrete, 2 camas duplas, 1 cama simples com painel solar, capaz de nos começar a fazer sonhar…

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